Cada vez mais os vestibulares têm adotado um modelo de avaliação baseado em questões de múltipla-escolha, dissertativas e entrevistas para os candidatos. Houve a percepção, por parte das faculdades, de que, para formar bons profissionais que se enquadrem ao mundo atual do trabalho, elas precisam avaliar as chamadas soft skills, isto é, habilidades interpessoais como a comunicação assertiva e o raciocínio crítico.

Fique ligado em dicas sobre como falar de forma clara e concisa e muitos outros pontos para se preparar para as entrevistas da FGV e do INSPER.

PREPARE-SE DE FORMA INTENCIONAL

Quando estiver na fase de estudos para a entrevista, liste todos os pontos de dificuldade da sua comunicação ou expressão, por exemplo, caso tenha travas ou complicações na dicção ou a fala enrolada, ou então timidez. Colocando em perspectiva suas atribuições positivas e características que ainda não domina, você pode se preparar de forma muito mais intencional e focada, prestando atenção aos pontos que ainda precisa melhorar, dedicando-se para aprimorá-los.

TENHA EM MENTE AS PERGUNTAS QUE MAIS SE REPETEM EM ENTREVISTAS

Organize-se com uma linha de raciocínio já estruturada e alguns exemplos de respostas já pensados para serem usados. Isso não significa um preparo em um formato mecânico de decoreba, mas sim uma fluidez nos pensamentos que te ajude a construir essas conclusões.

Um exemplo de pergunta recorrente é “por que administração de empresas?”. Quando for pensar em uma resposta, conte alguma história que se relacione com sua motivação para estar cursando administração. Alguma mostra de como você foi empreendedor ou desenvolveu aptidão para atividades gestoras pode ser uma boa para compartilhar, como a venda de docinho na escola, organização de rifas para viagens ou projetos, e assim por diante.

Outra pergunta-chave que pode aparecer na sua entrevista é “por que você escolheu a FGV?” Na sua argumentação, tente fugir das colocações óbvias como a faculdade é muito renomada, ou então os professores são os melhores. Tente tecer respostas mais específicas e relacionadas às características do dia a dia da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, demonstrando interesse na Empresa Júnior, pois foi a primeira a ser fundada pela faculdade, ou apontando curiosidade pela liga de empreendedorismo.

Pesquise mais pontos sobre a vida de estudante na FGV e use essas informações na sua réplica.

FAÇA SIMULAÇÕES NAS MESMAS CONDIÇÕES DO DIA DA ENTREVISTA

Quanto maior o treinamento maior a confiança. Para isso, você pode aderir a algumas técnicas para te ajudar na concentração. Coloque uma cadeira na frente do espelho e treine os movimentos enquanto você fala. Sua comunicação não verbal, isto é, as mensagens corpóreas, conta mais do que você imagina. Na Tudo de Texto temos várias simulações que podem te guiar rumo à nota 10 na entrevista!

Tome muito cuidado na hora de replicar as condições da entrevista em casa. Lembre-se, por exemplo, do tempo de cada resposta, em como não se pode demorar tanto, nem apressar muito na hora de falar. Se atente a pontos como “será que estou com o tom de voz alto ou baixo demais?” “Será que estou sendo claro e conciso?”

Uma outra dica é tentar se filmar para ter noção de como está se movimentando e falando.

CONTROLE SEU NERVOSISMO

Caso você esteja fazendo sua entrevista presencialmente, uma ideia boa pode ser ir ao banheiro para fugir do barulho. Achar algum local mais isolado para controlar sua respiração, e fazer afirmações positivas para si mesmo como “eu posso, eu consigo”,e “no final dessa entrevista sentirei orgulho de mim”, acredite, fazem a diferença.

CONVERSE DA FORMA MAIS NATURAL POSSÍVEL

Entenda que a entrevista para o vestibular é mais uma de várias conversas naturais que acontecerão na sua vida. É importante lembrar que os entrevistadores querem apenas conhecer melhor o candidato e desejam avaliá-lo para saber como ele ou ela se comunica. Seja natural na medida do possível, e tente relaxar um pouco na hora da conversa! Respire, inspire e vá com calma.

PRESTE ATENÇÃO À SUA LINGUAGEM NÃO VERBAL

Compreenda que a dimensão do não dito tem muito poder também. O que você deixa de falar pode ser, muitas vezes, a chave da sua mensagem. Tendo isso em vista, escolha uma roupa com a qual se sente bem e que transmita uma imagem de responsabilidade e seriedade. Isso é muito importante para que seu modo de se comunicar seja coerente com sua carta de motivação.

Nesse mesmo aspecto da linguagem não verbal, é importante que você tenha muito cuidado com sua postura — investindo em movimentos corporais que transpassam tranquilidade, sensatez e uma percepção de que está focado nos seus objetivos.

Tome cuidado com suas expressões faciais. É importante que elas transmitam coerência entre os adjetivos positivos com que disse durante a sua entrevista.